2014-12-14

O EGO.



O ego

É um complexo de elementos numerosos.  No entanto, forma uma unidade bastante coesa para transmitir a impressão de continuidade e de identidade consigo mesma.  Carl Gustav Jung, dada sua composição complexa feita de muitos elementos, freqüentemente usava a expressão complexo do ego, em vez de, simplesmente, ego.  O ego é uma coleção de opiniões que temos a respeito de nós mesmos.  O ego é o modo como descreveríamos a nós mesmos.  É uma entidade que criamos e que nos faz sentir certos e seguros.  Como uma máscara que usamos para o mundo, ela nos protege contra nossos medos condicionados. Às vezes, no entanto, as paredes do ego causam mais dor que proteção.

O crescimento pessoal e a evolução espiritual, no caminho da auto-realização, impõe que: primeiro formemos o ego; em seguida o compreendamos; e, finalmente, o transcendamos.

O ego se desenvolve na infância.  No início, a criança pensa que ela sua mãe são a mesma coisa.  Mais tarde ela começa a desenvolver o senso de separação.  Os "nãos" de uma criança de dois anos, que algumas vezes irritam os adultos, são uma mostra de um ego se desenvolvendo.  O papel fundamental do ego é criar a nossa própria singularidade, uma identidade através da qual nos expressemos.

O ego é uma combinação de impressões.  Ele contém comportamentos que levam a intimidade, a produtividade e a criatividade.  Contém outros comportamentos que se constituem em coleção de paredes erigidas para autoproteção, para afastar feridas e manter a segurança.  Às vezes, criam-se paredes inapropriadas que levam ao sofrimento. Por exemplo, alguém que, temendo o abandono, se fecha para a experiência do amor.

O ego expressa as suas inseguranças julgando tudo.  Por esta razão, Joan Borysenko, em seu Cuidando do Corpo, Curando a Mente, chama o ego de "o Juiz".  O ego tenta assegurar a felicidade mantendo tudo fortemente sob controle.  Ele divide o mundo em categorias rígidas: o bem e o mal; o positivo e o negativo; a favor e contra; o claro e o escuro; e outras.

Às vezes cegamente, procura o bem e evita o mal. É sede freqüente de ilusões.  A exacerbação do ego – aquilo que eu chamo de "hipertrofia do ego inchado" – está na base do comportamento egoístico, do egocentrismo e da egolatria. 

Psicólogos orientais afirmam que a tarefa do adulto é destruir o ego, quebrando velhas defesas contra o medo e a insegurança.  Estas defesas alimentam várias reações e posturas que adotamos para parecermos pessoas aceitáveis.  (cuidado com a interpretação - não é  eliminar totalmente o ego, ou fechar o chakra básico, como tenho visto em algumas leituras dos ensinamentos.  Cada parcela do nosso ser tem uma função perfeita, que se manifesta de forma perfeitamente alinhada, quando estamos em equilíbrio.  Sem uma parcela, ficamos sem uma perna, ou sem um braço.  Há que saber discernir - o que precisa ser trabalhado é o excesso de defesas - como aliás está no texto, porém temos o impulso de ler a primeira frase e abandonar o restante - que não nos permite seguir por um caminho onde alguma vez fomos feridos ou machucados)

O ego é freqüentemente comparado a uma máscara (ou máscaras) que usamos para nos mostrarmos ao mundo.  Na maior parte das vezes, nos tornamos inconscientes deste processo e pensamos que a máscara é o que realmente somos.  É fácil reconhecer a máscara do ego com suas defesas, que mantêm afastada a ilusão da dor.  O ego – o Juiz – tem uma motivação primária: procurar o prazer e evitar a dor.  Para o ego o bem é a segurança e o prazer, e o mal é o medo e o perigo.  Em todas as defesas do ego está presente a preocupação com a sobrevivência.

No processo de amadurecimento do ser humano, todos os componentes da mente se unem numa síntese para o amadurecimento da personalidade para formar um indivíduo específico e inteiro.  Quase sempre o processo desta síntese não é harmônico, mas conflituoso.  Carl Gustav Jung chama a este processo de amadurecimento de "individuação".  O ser humano é capaz de tomar consciência deste processo de desenvolvimento e  influenciá-lo.  O consciente entra em confronto com o inconsciente.  Esta confrontação, de acordo com Jung, "é o velho jogo do martelo e da bigorna: entre os dois, o homem, como o ferro, é forjado num todo indestrutível, num indivíduo.  Isso, em termos toscos, é o que eu entendo por processo de individuação".

O processo de individuação não é um processo linear, mas uma circunvolução que conduz a um novo centro psíquico.  Este novo centro é o Self (o Si mesmo) sobre o qual tratarei daqui a pouco.  Quando o consciente e o inconsciente vêm ordenar-se em torno do Self , a personalidade se completa.  O Self será o centro da personalidade total, como o ego é centro do campo consciente.  A preliminar da individuação será o desvestimento daquilo que Jung chamou de persona. 

Os gregos antigos chamavam de persona a máscara que os atores usavam de acordo com o papel que iriam representar.  Muitas vezes, para estabelecer contatos convenientes com o mundo exterior, o ser humano assume uma aparência que não corresponde a sua essência, o seu modo de ser autêntico. 

A pessoa se apresenta mais como gostaria de ser ou como os outros esperam que ele seja, do como ela é realmente.  A esta aparência artificial é que Jung chamou de persona.  O militar, o professor, o médico, o executivo, entre outros profissionais, comumente mantêm uma fachada de acordo com as convenções sociais, na forma de vestir, de falar e até no gestual.  A psique coletiva oferece recortes para a constituição dos moldes da persona.

Machado de Assis, em seu conto O Espelho, ilustra muito bem o que seja persona.  Machado narra o caso de um jovem que tendo sido nomeado alferes da guarda nacional, tanto se identificou com a patente que "o alferes eliminou o homem".  Quando, por especiais circunstâncias, ele foi obrigado a ficar sozinho numa casa de campo onde não havia ninguém para prestar as mesuras, louvações e marcas de respeito devido ao alferes, sentiu-se completamente vazio.  Ele via esfumada, sem contorno nítido, até sua imagem no espelho.

Este estranho fenômeno levou-o ao pânico.  Desesperado lembrou-se de vestir a farda de alferes.  Neste conto, Machado apresenta a teoria de que o homem tem duas almas: "uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro".  Vestido diante do espelho, o alferes observou: "O vidro reproduziu então a figura integral, nenhuma linha de menos, nenhum contorno diverso; era eu mesmo, o alferes, que achava, enfim, a alma exterior".

Quantos de nós já se viram em semelhante desespero quando se viram despidos das honrarias próprias de seus cargos ou funções?  Quanto mais a persona se colar à pele do ator, mais traumática será a operação psicológica para despi-la.  Quando é retirada a máscara que o ator usa nas suas relações com o mundo, aparece uma face desconhecida.

Olhar-se de frente, despido de toda "maquiagem" de que nos revestimos é um ato de coragem.  Enfrentaremos o nosso lado escuro onde habitam todas as coisas que nos desagradam em nós, ou mesmo que nos assustam.  É aquilo que Jung chamou a nossa sombra. A sombra faz parte de nossa personalidade total.

Fausto Jaime
Trechos do livro 'A Revolução da Aprendizagem'

TRANSPONDO O REINO FÍSICO E O DIVINO.

post-12-14-1
Há vários reinos que existem simultaneamente, estando nós conscientes disto ou não. O mais óbvio é o físico, também conhecido como o reino material ou 3ª dimensão. Este é o local onde há a ilusão de objetos sólidos e espaço entre eles.
Depois, há os reinos Divinos, onde as regras do mundo físico não se aplicam mais. Onde existe apenas a unidade, amor Divino, e infinita alegria além da imaginação. Esta é a casa do seu Eu Superior, Tao, Fonte, no entanto você opta por rotular como Deus, mas é importante dizer que o reino Divino existe além de quaisquer conceitos mentais. O Divino é maior do que todas as ideias em sua mente, porém isso não quer dizer que o Divino está fora de alcance. Na verdade, está ainda mais perto de você do que sua própria mente.
post-12-14-3Os seres humanos têm esta capacidade incrível de ser ponte entre o Divino e o físico. Milagre dos milagres ! Se as pessoas realmente entendessem o que isso significa, elas ficariam de queixo caído e aturdidas por pelo menos uma semana. A profundidade disto é incrível, ela traz a magia de volta em sua vida, a maravilha que a maioria das pessoas perdeu quando criança e muito mais. É para isto que os corpos humanos são construídos, viver separado do Divino é um estado profundamente antinatural de ser. É por isso que há tanto sofrimento no mundo, reconectar-se com o Divino é o que traz a saúde física, emocional, mental e espiritual de volta em sua vida. É como você foi feito para viver.
Então, por que nem todo mundo é uma ponte consciente entre o físico e o Divino ? Bem, isto nos leva ao próximo reino onde as pessoas existem o “mundo humano”, às vezes chamado de “vida real” por pessoas que não entendem o que é a vida. Este é um mundo mental/emocional sustentado por todas as energias que as pessoas colocam nele. É o “véu” que impede os seres humanos de ver o Divino em torno deles, é o que cria a ilusão da separação. É um tipo de loucura que as pessoas defendem agressivamente e até mesmo ajudam a promover mas que é a mesma coisa responsável por sua miséria.
Há aqueles que entendem como o mundo mental funciona e o manipulam para seu próprio beneficio. Estes seres são chamados os illuminati, a cabala, a elite global, eles têm vários nomes. Muitas pessoas tentam lutar contra dentro do sistema que eles controlam e os resultados são previsíveis. Um mundo ilusório não vai ser derrotado por meio de um mundo ilusório, você vai se tornar a mesma coisa contra a qual está lutando. Qualquer coisa com que você lutar, você inconscientemente entrega o seu poder.
Você não pode resolver um problema usando o mesmo tipo de pensamento que criou o problema, e é aí que vem a transcendência. Por que se preocupar lutando com o domínio mental e lutando contra a ilusão ? Por que não ir diretamente para o Divino ? É claro que todo mundo quer saber como fazer isso, e é aí que reside o problema. A transcendência não é uma forma, ou um como fazer, no entanto, poderia ser um como vai. Tentar descobrir como transcender o domínio mental é usar a mente para tentar transcender a mente. Vê o problema ?
post-12-14-4
Transcendência é a coisa mais simples do mundo, você não tem que fazer nada. Na verdade, a transcendência ocorre quando você deixa ir todos os seus “fazer”, toda a ocupação da mente. O Divino não é um lugar em que você chega, é onde você sempre esteve. Você deixa ir todos os seus preconceitos, tudo que você acredita e simplesmente vê a realidade como ela é. É por isso que foi dito a você para deixar ir, render-se, confiar no amor e ficar presente. É engraçado porque o caminho de volta para o Divino nunca foi realmente um segredo, ele já foi inclusive, repetido na cultura pop ao ponto de se tornar um clichê. As pessoas têm apenas se aproximado da forma errada, elas não querem abraçar um paradigma completamente novo, porque elas não querem deixar ir todas as “coisas” que elas acumularam originadas a partir de uma identidade/ego. Na verdade, elas querem adicionar Deus na sua pilha de coisas, mas não é assim que funciona. Ele não se encaixa dentro das casas mentais que você criou, se você colocar Deus ali, ele vai ficar muito agitado e vai empurrar todo o lugar.
©will
Origem: soundofheart
Luz é Invencível
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ENSINAMENTOS DE JESHUA - "SEXUALIDADE E ESPIRITUALIDADE"

Jeshua - "Sexualidade e Espiritualidade". SEMENTES DE ESTRÊLAS
Posted: 13 Dec 2014 10:47 AM PST

Queridos amigos,

Eu me alegro por estar com vocês outra vez. Quando Eu os vejo, não os vejo tanto como os corpos físicos que vocês vêem no espelho. É o seu interior que eu sinto e vejo: os movimentos internos dos seus pensamentos, sentimentos e emoções. Estou aqui para ampará-los na sua jornada.

Há um assunto que Eu gostaria de discutir aqui hoje, que tem tido grande impacto sobre vocês, através da sua história na Terra. É sobre a sexualidade e como ela é vivenciada por homens e mulheres.

Este não é um tema fácil. A sexualidade tem sido carregada com muitos julgamentos, medos e emoções. Praticamente não existe mais nenhum aspecto dela que seja espontâneo e auto-evidente. Isto é o mesmo que dizer que o aspecto inocente da sexualidade, o aspecto da criança inocente que explora livremente, se perdeu. Vocês ficam cheios de medo e tensão, quando se trata de expressarem-se sexualmente.

Eu quero falar desse peso nesta canalização, mas primeiro Eu gostaria de falar um pouco sobre o que a sexualidade significa do ponto de vista espiritual.

A sexualidade é a dança conjunta das energias masculina e feminina. Originalmente, a sexualidade é mais do que um ato físico. Ela devia ser uma dança na qual todos os níveis ou aspectos do casal participassem.

Eu vou distinguir quatro níveis ou aspectos que poderiam tomar parte nessa dança de energias.

QUATRO ASPECTOS DA EXPERIÊNCIA SEXUAL

Primeiro, há o nível físico, o aspecto do corpo físico.

O corpo é inocente. O corpo conhece o desejo sexual e a sensualidade – isto é algo que está presente espontaneamente dentro do corpo. O corpo busca a satisfação dos seus desejos, e é o ser humano, ou a consciência da alma no ser humano, que determina o modo como o desejo sexual se aplica e se manifesta. Mais uma vez, o corpo é inocente. Ele conhece sensualidade e desejo. Não há nada de errado nisso. Isso pode ser uma fonte de divertimento, alegria e prazer. Mas o corpo, por si só, não pode escolher de que forma ele vai expressar a sua energia sexual. É você – o ser humano – que está a cargo disso, e o corpo precisa do seu comando.

Quando você quer experienciar a sexualidade da forma mais amorosa, o ponto de comando reside no coração. Quando você deixa que o seu coração se encarregue da sua energia sexual, ele encontra a sua expressão mais prazerosa.

A outra alternativa é deixar os seus pensamentos (julgamentos) ou as suas emoções governarem o fluxo sexual, e você vai ver que isto causa vários bloqueios na sua energia. Mas falarei disto mais adiante.

O segundo aspecto da dança sexual que eu gostaria de distinguir é o nível emocional. A união sexual é um ato profundamente emocional. Se você ignora este aspecto, você não está completamente presente no ato e você se fecha para o verdadeiro significado da sexualidade.

Em uma canalização anterior, chamada “Lidando com as emoções”, nós nos estendemos bastante nesta questão das emoções. Nós citamos as poderosas emoções de medo, raiva e tristeza e discutimos como elas podem tirá-los do seu centro. Quando qualquer uma destas emoções poderosas está em ação num relacionamento entre duas pessoas e não é reconhecida e definida conscientemente, ela virá à tona quando estas pessoas estiverem intimamente unidas. Essas emoções podem causar reações psicológicas de resistência ou fechamento, quando elas estiverem em intimidade física, ou o corpo delas pode ficar incapacitado de sentir prazer ou excitação.

Sempre que existem esse bloqueios psicológicos ou físicos, é importante lidar com eles no nível em que eles se originaram: o nível emocional. Quando você tenta eliminar os sintomas físicos sem olhar para a dinâmica emocional por trás deles, você está desrespeitando a si mesmo e o seu corpo. Quando o corpo resiste à intimidade, ele lhe envia uma mensagem, pura e clara, de que existe um bloqueio emocional. Isso pode ser devido a um problema entre você e seu parceiro(a), ou pode ser uma ferida emocional que você traz consigo de uma vida passada. O que quer que seja, isso precisa ser definido e cuidado de uma forma gentil e amorosa, antes que a energia sexual possa fluir livremente.

Depois do nível emocional, vem o nível do coração, que é a sede do sentimento.

Na mesma canalização que Eu mencionei (“Lidando com as emoções”), nós fizemos uma distinção entre emoções e sentimentos. Os sentimentos pertencem ao domínio da intuição e conhecimento interior. O seu lado sentimental fala com você através de sussurros silenciosos, repletos de sabedoria e compaixão. As emoções são de natureza mais dramática e nós as chamamos de “reações de mal-entendimento”, porque isso é o que elas são em essência: explosões de não entender o que está acontecendo com você (veja a canalização citada, para mais esclarecimento).

Quando o coração se abre entre os parceiros sexuais, existe confiança, amor e segurança entre eles. Quando o coração está presente num encontro sexual, ambos permitem que a intuição observe o que está acontecendo entre eles quando eles estão em intimidade física. Os parceiros não escondem suas emoções, eles falam abertamente sobre elas. Antigas dores podem vir à tona e são aceitas como tal. Cada um é aceito como é e esse tipo de aceitação é o maior poder curativo que existe. Quando você conecta a energia do seu coração com a sua energia sexual, pode haver uma grande cura numa área que está muito necessitada disso.

Entretanto, o coração também pode sutilmente impedi-lo de experienciar a sexualidade numa forma alegre e amorosa. O coração pode ter se fechado para o prazer da sexualidade por diferentes razões.

Primeiro, pode haver um desejo no coração de se elevar acima da realidade física da Terra. Segundo, pode haver dogmas religiosos em ação para impedir o coração de se abrir para o que a sexualidade realmente é.

Falarei dessas duas questões agora.

O coração pode ter uma forte inclinação a se elevar acima do plano denso da realidade material. É uma espécie de saudade. Pode haver um desejo de unidade ali, que absolutamente não está voltado à união sexual, mas traz consigo uma sutil rejeição ao reino terrestre (e à sexualidade também).

Muitos de vocês conhecem o desejo de transcender a realidade. Muitos de vocês se lembram da energia de amor e harmonia que vocês experienciaram nos reinos não-materiais, antes de encarnarem na Terra. Seu coração chora pela tranqüilidade e suavidade dessa vibração. Vocês tentam beber dessa energia, quando vocês meditam. Geralmente os chakras superiores (do coração, da garganta, terceiro olho e chakra da coroa) são ativados dessa maneira. Eles se abrem, enquanto os chakras inferiores (plexo solar, umbigo e cóccix), que são mais vitais para o seu eu terreno, são mais ou menos abandonados.

Isso também acontece, de uma forma menos natural,  quando se tomam drogas. Quando uma pessoa toma uma substância para expandir a mente, seus chakras superiores são escancarados artificialmente e ela pode experimentar um êxtase e bem-aventurança temporários, que a faz esquecer-se dos aspectos densos e pesados da realidade terrena.

Embora o desejo e a ânsia de transcender seja compreensível, é importante fazer as pazes com a realidade terrena. Do contrário você cria uma separação artificial entre as partes superior e inferior do seu campo energético. Você dá preferência a estar com a sua consciência na parte superior da sua aura, e faz crescer uma resistência sutil ou aberta à realidade do corpo, às emoções e à sexualidade. Isso cria um desequilíbrio no seu campo energético.

Quando você estiver com essa saudade, tente perceber a razão e o propósito de você estar na Terra neste momento. Seu motivo para estar aqui não é transcender a Terra, mas trazer o Lar aqui para baixo, para a Terra. Esta é uma jornada sagrada.

A segunda razão para o coração se intimidar diante da sexualidade são os dogmas religiosos, geralmente de vidas passadas. Você pode ter tido vidas nas quais fez votos de castidade ou nas quais lhe ensinaram a sentir vergonha ou culpa a respeito do prazeres do corpo e da sexualidade. Estas energias ainda podem estar presentes no seu coração. Por causa disso, você pode ter julgamentos negativos ou uma sutil resistência à intimidade física. Estes julgamentos e sentimentos não se fundamentam na verdade. Mais uma vez, Eu quero dizer que o corpo em si é inocente. Prazer, desejo e simplesmente todos os processos físicos que os fazem ansiar pela união sexual, são processos naturais e saudáveis. Os desequilíbrios que ocorrem na área da sexualidade são quase sempre devidos a níveis não-físicos, dos quais Eu acabo de descrever dois.

O quarto e último nível é o aspecto da mente. No nível da mente, pode haver crenças morais ou espirituais que o impedem de aproveitar a sexualidade. A maioria dessas crenças é de natureza religiosa.

No nível espiritual, você pode sentir que o corpo físico é uma espécie de prisão. Essa realidade não-física dos “reinos mais elevados” (como vocês o chamam, não Eu) é tão valorizada, que a realidade é menosprezada. Isto acontece freqüentemente entre os Trabalhadores da Luz. Especialmente entre eles, freqüentemente há uma resistência ao prazer e alegria que a sexualidade pode oferecer. Isto vem, em parte, das crenças religiosas e morais, e em parte da simples inexperiência neste aspecto da vida. Muitos Trabalhadores da Luz passaram muitas vidas como padres, freiras, ou em papéis similares, afastados da comunidade, sem um parceiro(a) nem uma família. Eles se concentraram tanto na espiritualidade, que a área da sexualidade foi negligenciada. Assim, no nível mental ou espiritual, pode inclusive haver uma falta de hábito que os impede de explorar a energia sexual.

Geralmente as pessoas religiosas têm uma falta de respeito pelo corpo na sua expressão natural. Isto é verdadeiramente lamentável, pois, do nosso lado, a expressão na matéria é vista como o caminho mais sagrado que a alma pode tomar. Semear e ceifar as sementes da sua dignidade tão longe de casa, na realidade da forma, é uma incumbência sagrada. É um ato divino, criativo, da mais alta ordem.

Talvez, em algum momento, você tenha presenciado a morte de alguém ou testemunhado o nascimento de uma criança. Nesses momentos, as almas entram ou abandonam a dança com a matéria. Esses dois instantes são cercados de uma atmosfera de sacralidade. Pode-se sentir isso como um silêncio profundo, envolvente, repleto de honra, que anuncia a vinda ou a partida de uma alma. Portanto, do nosso lado do véu, existe o mais profundo respeito pelo que vocês fazem nesses momentos. A dança com a matéria é sagrada. E vocês a detestam, tão freqüentemente!

A sexualidade, no seu verdadeiro sentido, é a dança na matéria que, ao mesmo tempo, se eleva sobre a matéria. Em uma manifestação sexual equilibrada, vocês transcendem a realidade material, sem ignorar ou reprimi-la, sem abandonar os três chakras inferiores e buscando o êxtase através dos seus chakras superiores. A sexualidade completa integra todos os níveis do seu ser. A sexualidade faz o papel de ponte sobre o abismo entre a matéria e o espírito.

Quando duas pessoas estão em intimidade física de uma forma amorosa, todas as células dos seus corpos vibram um pouco mais rápido… elas começam a dançar um pouco. Abre-se um portal para uma realidade energética de uma vibração ligeiramente mais alta e para um sentimento mais suave. Depois de uma relação sexual em que participa a totalidade do seu ser e a do seu parceiro(a) – corpo, mente e alma – vocês se sentem em paz e felizes ao mesmo tempo. Há um êxtase silencioso. As células dos seus corpo experimentaram a energia do amor e, nesse momento, trouxeram a realidade do Amor para mais perto de vocês. Vocês canalizaram a energia divina do Amor que deseja tão carinhosamente fluir através de vocês e que tem simplesmente o maior respeito pela sua natureza sexual.

Quando a energia de todos os quatro níveis fluem juntas durante uma relação sexual, esta é um ato de criação divina. É simplesmente natural que crianças nasçam de um ato desses. Quando a dança do masculino e feminino é realizada desse modo tão prazeroso, ela só pode gerar coisas boas e agradáveis. Quando uma criança é concebida deste modo, ela entra no reino terreno através de um escorregador de amor e luz. Esta é a acolhida mais amorosa que uma alma pode ter na Terra.

Pelo fato da energia sexual ser tão preciosa, nós lhes pedimos: por favor lidem respeitosamente com a sua sexualidade. Quando houver problemas, medos ou tensões ao redor dela, não julguem a sexualidade em si mesma, nem desistam dela, pois ela é uma parte natural de vocês, e uma parte sagrada.

PROBLEMAS SEXUAIS E A BATALHA DOS SEXOS

Eu gostaria de entrar um pouco na história da sexualidade e depois falar alguma coisa sobre os problemas específicos que as mulheres e os homens vivenciam hoje em dia, na expressão pessoal da sua sexualidade.

Muitas coisas têm acontecido nessa área. Em essência, a sexualidade carrega um grande potencial de luz, mas por causa disso, também existe a potencialidade de um grande abuso. A história da qual quero falar é a da luta de poder entre homens e mulheres. Essa história é antiga e, na verdade, começou na época em que os impérios extra-terrestres, galácticos, começaram a interferir na vida da Terra (veja um relato detalhado desse processo na “Série Trabalhadores da Luz”, no site www.jeshua.net/por). Antes disso, a Terra era uma espécie de paraíso, o Jardim do Éden, onde prevaleciam a beleza e a inocência. Não vamos discutir essa era aqui, mas simplesmente observar que vocês estão na fase final de uma luta de poder, que é muito mais antiga do que os 5000 anos dos seus registros históricos. 

Na última etapa dessa história, os homens desempenharam claramente o papel de agressores e opressores. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que a mulher era muito mais poderosa, tanto na vida pública, quanto na vida privada. Ela também oprimiu a energia masculina de forma cruel e sádica. Vocês sabem que a mulher não é naturalmente o sexo oprimido ou subjugado, e nem o sexo mais amoroso. O estereótipo da mulher doce mas indefesa e do homem forte mas insensível está mais relacionado com a última fase da história que acabo de mencionar, do que com o homem e a mulher propriamente ditos.

Houve épocas, anteriores às dos seus registros históricos, nas quais as sociedades matriarcais eram vistas como um padrão. Nessas épocas, as mulheres também usaram sua energia de uma forma destrutiva, desrespeitando a força vital e a criatividade de todo ser humano. Houve um tempo em que a mulher tinha poder sobre o homem. As mulheres controlavam e manipulavam os homens, usando os poderes da emoção e intuição, com os quais elas têm uma afinidade natural. Elas também usavam suas habilidades psíquicas para controlar os homens. Havia, por exemplo, sacrifícios e rituais, onde homens eram torturados e mortos.

Quero enfatizar este aspecto, porque a sua história oficial pinta um quadro unilateral da relação entre homem e mulher. A opressão da mulher pelo homem foi evidente durante todo o período coberto pelos seus registros históricos. Mas o rancor e o ódio que os homens apresentaram (e ainda podem apresentar) contra as mulheres não veio do nada. Além das tradições e hábitos culturais que os influenciam, há também profundas feridas emocionais na alma masculina coletiva, que vêm de uma era muito mais antiga.

Sem entrar em detalhes sobre essa era, Eu gostaria de convidá-los a sentirem por si mesmos se é possível que vocês tenham experienciado isto. Para as mulheres, a pergunta é: “Vocês podem imaginar que um dia vocês exerceram poder sobre os homens e tentaram, com sucesso, controlar a energia deles?” E para os homens a pergunta é: “Vocês podem imaginar que isto aconteceu em larga escala e que vocês eram o ‘sexo fraco’?” Ao fazerem esta pergunta internamente, a si mesmos, talvez vocês recebam algumas imagens ou fantasias. Deixem a sua intuição mostrá-las para vocês e observem as emoções que vêm à tona. Isto pode ser surpreendente.

O ódio e o ressentimento surgiram na alma coletiva masculina por causa desta antiga história. Isso manifestou-se na opressão da energia feminina na área da política, mas também na área da religião, particularmente através da Igreja. A idéia de que a sexualidade é pecaminosa ou, no máximo, um mal necessário, é uma linha de pensamento masculina que foi influenciada pelo ódio e ressentimento, que resultaram da repressão masculina em uma outra era. Nessa época, a sexualidade masculina era considerada um instrumento de procriação, sem respeitar a parte sentimental do homem, nem os laços entre um pai e seus filhos. Freqüentemente os filhos eram criados pela mãe, separados do pai, e praticamente nenhuma atenção era dada ao que o pai pensava ou queria. Os valores importantes eram transmitidos pela figura da mãe, e a inferioridade dos homens era um desses valores. O homem era mais um “burro de carga” do que um parceiro em igualdade de condições.

Além da Igreja ser um baluarte da energia masculina frustrada, o mundo da ciência também apresenta hostilidade em relação à energia feminina. Embora a ciência e a religião sejam, em muitos aspectos, inimigos naturais, elas estão unidas na resistência ao aspecto intuitivo e fluente da energia feminina.

Os dogmas da Igreja são rígidos e sufocantes, mas os métodos científicos também são limitadores, de uma outra forma. Embora o ímpeto por trás da ciência moderna tenha sido esclarecedor e inovador (no desejo de destronar a falsa autoridade), ela ficou emperrada em um tipo mesquinho de pensamento racional, que não permite a participação da energia feminina. O pensamento científico é analítico e lógico, mas não se abre suficientemente para a imaginação e para as fontes extra-sensoriais (intuitivas) de observação. No entanto, a aversão que muitos cientistas sentem pelo “paranormal” e por tudo que não pode ser explicado racionalmente, em parte se deve a uma lembrança que a alma tem da dor e da humilhação, e que vem de um tempo em que as mulheres abusaram dos poderes psíquicos, utilizando-os contra eles como um instrumento de manipulação.

Estou falando desta história antiga porque Eu gostaria de deixar claro que, na “batalha dos sexos”, em última análise, não existem vilões nem vítimas, não existem “bonzinhos e malvados”, porque todos vocês foram ambos. Foi uma luta entre as energias masculina e feminina, na qual essas energias se tornaram opostas, embora originalmente elas fossem complementares uma à outra. Nos dias de hoje e nesta era, os homens e as mulheres estão sendo convidados a unirem suas forças outra vez e a re-encontrarem a alegria e a dignidade da dança original do feminino e masculino.

Essencialmente, a energia feminina guia e inspira, enquanto a energia masculina serve e protege. A energia feminina é a inspiração por trás de qualquer criação; o aspecto masculino cuida da manifestação na forma e na ação. Ambas as energias trabalham através de todo ser humano, através de todo indivíduo, seja ele masculino ou feminino. Não é realmente relevante se você é um homem ou uma mulher; o que conta é o equilíbrio e o relacionamento entre as duas energias dentro de você.

BLOQUEIOS NA SEXUALIDADE FEMININA

Agora Eu falarei sobre os bloqueios de energia na área da sexualidade, que se aplicam especificamente às mulheres e aos homens. Nas mulheres, a área dos dois primeiros chakras (do cóccix e do umbigo) foram as mais danificadas e feridas, como resultado da opressão e violência sexual de séculos. Durante um bom milênio, as mulheres estiveram enquadradas dentro de um papel de subserviência em quase todas as áreas da sociedade, e isto ainda acontece em muitos lugares da Terra. Em relação à sexualidade, essa desigualdade manifestou-se como rapto, estupro, agressão e humilhação em larga escala. Como resultado disto, muitas mulheres – na verdade, a alma feminina coletiva – sofreram incrivelmente. Existem profundas feridas emocionais, que precisam de tempo, amor e um extremo cuidado para serem curadas.

Freqüentemente, as mulheres sentem a atração pela união sexual como um desejo do coração, ou como um sentimento espiritual. Mas, durante a intimidade física, pode ser que elas não consigam expressar livremente a sua sexualidade, devido aos bloqueios de energia no primeiro e segundo chakras. Nesses centros, existem lembranças (da alma) da sexualidade que lhes foi impingida e que as humilhou. Essas experiências foram tão dolorosas, que a mulher retirou a sua energia e a sua consciência da área do abdome. E agora, quando essa área é tocada novamente de uma forma sexual, os músculos instintivamente se enrijecem ou o corpo emocional automaticamente sinaliza uma resistência. As células físicas estão conscientes do trauma e não aceitam tão facilmente o convite para dançar. Elas querem se fechar e criar uma barreira, para proteger a mulher contra mais agressão. Esta reação é totalmente compreensível e sempre se deveria lidar com ela da maneira mais respeitosa. O uso de qualquer tipo de força para tirar essa resistência é uma forma de violentar novamente esses centros feridos.

Se você, como mulher, tiver essas emoções, é muito importante tornar-se completamente consciente dela: pode haver raiva, resistência ou medo em relação à intimidade física. E todas essas emoções são mais antigas do que o relacionamento em que você está envolvida; inclusive mais antigas do que esta sua vida. Pode haver traumas muito antigos, nesses chakras inferiores, que causaram cicatrizes emocionais profundas. 

Se você é uma daquelas mulheres que reconhecem essa dor, Eu gostaria de aconselhá-la a se familiarizar com suas vidas passadas, nas quais você foi o ofensor ou agressor (como o oposto da vítima). Ou, caso tenha dificuldade para acessar vidas passadas, a entrar em contato com a “energia da mulher agressiva e poderosa” que existe dentro de você. Isto pode parecer muito estranho, mas a razão é a seguinte: se você foi vítima de violência sexual, isto criou muita raiva no seu campo de energia. Pode haver raiva lá de muitas vidas passadas. Essa raiva bloqueia você e a mantém presa num sentimento de impotência e na sensação de ser uma vítima. Para liberar a raiva, você precisa do entendimento. Você precisa entender porquê e para quê; você precisa ver um quadro mais amplo da situação. Se você puder se imaginar como uma mulher poderosa, que poderia ser impiedosa e cruel com os homens, e sentir internamente que isto também é parte de você, então a raiva poderá se dissolver. Assim poderá surgir uma compreensão mais abrangente, um conhecimento interior de que você é parte de uma história cármica maior, na qual você desempenhou tanto o papel de agressor como o de vítima. É quase impossível liberar as suas emoções de dor e impotência e a sua sensação de ser uma vítima, sem olhar também para o seu outro lado, o “lado escuro”.

Você não precisa necessariamente voltar a vidas passadas para reconhecer essa parte escura dentro de si. Você também pode se tornar mais consciente dela, observando a si mesma no seu dia-a-dia. Quando você sentir essa energia (isto é, a vontade de exercer esse poder e ferir os outros), poderá perceber que você não tem sido apenas a vítima indefesa das circunstâncias externas. Existe um laço cármico entre o agressor e a vítima: ambos os papéis refletem aspectos de você mesma.

Assim que você reconhece e aceita o seu lado escuro, você pode olhar para as suas feridas internas de uma forma diferente, e pode começar a perdoar. Quando existe entendimento, a raiva pode se dissolver e você pode entrar em contato com a camada de emoções por baixo dela; a tristeza, o desgosto, a dor que existe em várias camadas, inclusive no próprio corpo físico.

É muito importante que as mulheres reconheçam o seu lado agressor e trabalhem com ele. Se existe ódio e ressentimento em você em relação à sexualidade, entenda que quanto mais ódio e raiva você sente, mais você se identifica com o papel de vitima e mais você sabota a sua liberdade. Tente perceber internamente que, na arena da sexualidade, está se desenrolando um jogo cármico, no qual você desempenhou os dois papéis – tanto o do “mocinho” quanto o do “bandido”. A partir daí, você poderá ir para o perdão: perdoar a si mesma e perdoar outra pessoa. As coisas acontecem por alguma razão. Atos de violência e repressão podem parecer sem sentido, mas sempre existe uma história por trás deles. E sempre que existe violência sexual envolvida, ela deixa marcas profundas em todos os quatro níveis do ser humano.

BLOQUEIOS NA ENERGIA MASCULINA

Quanto à experiência de sexualidade masculina, a maioria dos bloqueios que ocorrem estão no nível do coração ou da cabeça. Nesses níveis, pode haver um medo de se entregar, um medo da intimidade emocional profunda. Este medo é muito mais antigo do que vocês podem se lembrar. Ele está relacionado com a época em que as mulheres dominavam os homens. Isto fez com que o jogo da atração sexual, que inicialmente era inocente e espontâneo, se tornasse ameaçador. Os homens aprenderam que era perigoso mostrar suas emoções e abrir seu coração para suas parceiras.

Dentro dos homens, existem medos profundamente assentados, relacionados com a entrega ao seu lado sentimental, e esses medos não se manifestam necessariamente no nível físico. Os homens podem participar do ato sexual físico, enquanto mantêm seus sentimentos à parte. Ou seja, o homem pode estar sexualmente presente no nível físico, enquanto a sua natureza sentimental está (parcialmente) ausente. As suas emoções estão presas devido a esse medo de se abrir e se tornar vulnerável à rejeição mais uma vez. Sua alma conserva as antigas lembranças de quando ele foi abandonado e ferido emocionalmente.

PACIÊNCIA E AMOR

Geralmente, os bloqueios de energia são um pouco diferentes nos homens e nas mulheres. Portanto, é muito importante que o casal se comunique abertamente a respeito do que cada um sente e percebe quando estão juntos. Quando você realmente confia no seu parceiro (ou parceira), você pode investigar – sem sentir vergonha – onde a sua energia sexual fica bloqueada, quando vocês estão em intimidade. Você pode fazer isto, simplesmente observando até que ponto você se permite sentir e expressar o fluxo de excitação e intimidade, quando ele começar a surgir entre vocês. Perceba se você se sente preso ou bloqueado em alguma parte do seu corpo ou em algum ponto das suas emoções e sentimentos. Você sente um calor no seu coração quando vocês estão juntos? Você sente uma abertura espiritual em relação ao outro? Você está preparado para se relacionar com o outro, na totalidade dele?

Parece esquisito, mas vocês têm medo da intimidade verdadeira. Todos vocês desejam intensamente um relacionamento satisfatório. Nas ruas, todos os cartazes se referem a um relacionamento emocional e sexualmente gratificante. Mas a verdadeira intimidade assusta vocês. Quando alguém se aproxima demais e lhes é pedido que tirem suas máscaras, surgem vários tipos de inibição, das quais vocês não tinham consciência.

Nos momentos em que elas vêm à tona, tentem não julgar a si mesmos por causa disso. Ao contrário – vejam isso como uma oportunidade de pesquisar essas inibições e bloqueios que existem dentro de vocês.

Ninguém está livre deles. Praticamente todas as pessoas têm bloqueios que os impedem de experienciar a sexualidade no sentido completo que Eu descrevi no começo. É por isso que Eu quero pedir a todos vocês que olhem para o seu fluxo de energia sexual interno com amorosa consciência – quer vocês estejam sozinhos ou num relacionamento – e tratem os bloqueios que vocês encontrarem, com carinho e respeito. A força é o pior conselheiro nessas questões. Paciência e amor são vitais.

Mantenham vivo desejo de uma experiência sexual verdadeira e completa!

Vocês não precisam jogar fora a criança junto com a água do banho. O desejo é saudável. O caminho para uma experiência de sexualidade plena e feliz pode ser longo e tortuoso. Mas, durante o percurso, vocês farão crescer amor e compaixão por si mesmos e pelos outros, e isto é imensamente valioso no seu mundo humano.

Vocês estão curando uma antiga história de lutas entre o homem e a mulher. As energias masculina e feminina querem voltar a se unir e participar de uma dança de alegria e criatividade. Qualquer contribuição que vocês façam neste sentido, no nível individual, tem uma influência positiva na alma coletiva do homem e da mulher. O amor de vocês por si mesmos faz com que as energias de paciência e amor se  tornem disponíveis para os outros.


Canal: Pamela Kribbe           
Tradução: Vera Corrêa 
Revisão: Luiz Corrêa

2014-12-13

MANTENHA AS SUAS PORTAS ABERTAS - MENSAGEM DE DJWHAL KHUL

MANTENHA AS SUAS PORTAS ABERTAS - MENSAGEM DE DJWHAL KHUL

MANTENHA AS SUAS PORTAS ABERTAS - MENSAGEM DE DJWHAL KHUL

Para onde quer que você vá, mantenha as suas portas abertas.

Os ciclos podem ser fechados, as pessoas podem seguir novos rumos, mas, as portas devem sempre estar abertas.

Vocês estão vivendo um momento de libertação importante de karmas do passado.
Mas, não deixem atrás de vocês um rumo infeliz.

Não é mais tempo de brigar e esperar grandes justiças...
A Justiça já está sendo feita.

Pequenas misérias e grandes infortúnios, sempre fizeram e farão parte da caminhada Humana.

Não há uma família sem um morto.
Não há uma família sem um doente.
Não há uma família sem um momento de riqueza, ou um momento de pobreza.

Tudo faz parte.

E cada vez que vocês se fecham, cada vez que vocês recusam viver o seu próprio karma, recusam igualmente o aprendizado, a libertação e a ascensão.

Porém, não se joguem no sofrimento, encarando o sofrimento como sofrimento.
O sofrimento é apenas uma experiência, é apenas mais um passo que você tem que dar.
Passo escolhido por você, passo aceito por você.
Fruto da sua ação, reação das suas próprias energias.

Não sofram demasiadamente por nenhuma situação.
Todas as situações são passageiras.

Tudo aquilo que você estiver vivendo, hoje, como uma grande verdade, amanhã pode não ser a coisa mais importante de sua vida.

Os filhos, não são um domínio seu.
O seu trabalho não é um domínio seu.
A sua esposa, o seu marido, os seus amigos... Não são, também, um domínio seu.

Aquilo que pode manter vocês juntos é o laço do amor. O compromisso maior deve ser o compromisso do Amor. E esse compromisso, em primeiro lugar - para que frutifiquem todos os lados de sua vida, devem vibrar por vocês mesmos. Tenham amor, por vocês mesmos.

Muitas pessoas se perdem no caminho espiritual, porque acabam se tornando pessoas muito críticas, muito cruéis no autojulgamento. Olham pra si mesmas, olham para o espelho da vida e se criticam por tudo o que deveriam ter feito... Com quinze, com vinte, com trinta, com quarenta anos.

Não se permitam envelhecer dessa forma.
Não se permitam encontrar a maturidade da sua vida, com sofrimento e com dor...
Porque isso não é correto com vocês, nem com o plano sagrado de suas vidas.

Envelheçam com elevação espiritual, com compreensão, com o olhar compassivo, com resignação, e com absoluta força de conexão com o Divino.

Porque, está tudo certo.

As pessoas, todos os dias, acordam com o direito de fazer suas escolhas.
E você, por mais que as ame, não é responsável pelas escolhas que os demais farão.

Respeite os outros.

Quando você quer impor a alguém o seu caminho correto, você está desrespeitando essa pessoa.
Você deve respeitar inclusive o tempo dela, a maturidade dela, e a capacidade dela.
A elevação espiritual se dá quando você se desapega.

Tenha as suas ações.
Faça o Bem para os demais.

Cuide da sua família, cuide das suas responsabilidades com profundo amor e respeito aos demais.

Mas, ao mesmo tempo... No íntimo do seu coração, no escuro do seu quarto, no seu momento de oração: Desapegue-se.

E deixe as portas abertas, para que as pessoas possam ir e vir de sua vida.
Pra que você também, possa ir e voltar na vida das pessoas, quando assim sentir.
Sem mágoas, sem arrependimentos, sem dores e sem lágrimas.

O caminho do meio é o caminho do desapego.
O caminho do meio é a sua conexão com o Eu Sagrado, com o Eu Divino, com Deus, com o Desdobramento do seu Eu espiritual.

Você é Luz. 

Você é a Divina Sagrada manifestação do seu Eu Sou.
Você é Deus em ação.


Que as Portas Espirituais estejam abertas.
Que a sua conexão se faça em Amor e Luz.

Eu Sou orientador da Chama Amarela e vibro no meu nome, como:

Djwhal Khul


Canalização de Maria Sílvia Orlavas

SANANDA - A TRANSFORMAÇÃO PRESENTE.

A TRANSFORMAÇÃO PRESENTE
Mensagem do Mestre Sananda e de Hilarion
Canalizada por Elsa Farrus
Em 12 de dezembro de 2014
Menina amada, sou Sananda.
A maior responsabilidade para a energia de 2015 reside na geração das matrizes do novo em suas vidas.
Vocês identificaram o velho, o que já não corresponde, tudo que os afasta de sua essência e da alegria de viver.
Agora, mais do que nunca, nasce a possibilidade de criar em consciência as novas realidades.
Estamos junto com vocês, queridos irmãos, e estamos sustentando a remodelação das grades para que elas voltem a seu funcionamento natural e a luz em seu estado mais puro e homogêneo.
Ela vai lhes acompanhar neste renascer global com frequências de luz dourada, turquesa, malva e platina.
Todas elas os ajudarão na geração das mudanças com maior agilidade.
Não deem nada por estabelecido, tudo gira e se transforma em segundos quando vocês tomam consciência disso.
Amados irmãos, eu sou Hilarion.
O maior momento de consciência global será do dia 21 em diante.
O despertar de consciência não será somente sentido internamente, mas também a necessidade de compartilhar uns com os outros o despertar da frequência do coração para todos compreendam a força interna que vocês têm calado constantemente para não sofrerem.
Agora as memórias de realidade serão retiradas e vocês poderão criar a partir do ponto zero, escutando e incorporando os códigos de luz com que seus campos eletromagnéticos ressoam.
Amados, agora é o tempo de identificar a essência de sua própria vida.
A coluna vertebral será banhada em luz, e com isso é provável que sintam alguns movimentos energéticos nela ou mal estar; isso acontece ao enchê-la de infinitos violeta que os ajudarão a criar novas pontes de luz para integrar definitivamente.
Nesses dias até 21 de dezembro é energia de renovação e de 21 em diante é energia de perdão para consigo mesmo e para com as experiências vividas.
Obrigado a todos
Mestre Sananda.
Obrigada a todos por compartilhar esta canalização quando sentirem.
Feliz dia a todos.
Elsa

Tradução: Blog Sintese http://blogsintese.blogspot.com
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NATAL NA VISÃO ESPÍRITA



Natal é comemorado no dia 25 de dezembro porque a data foi retirada de uma festa pagã muito popular existente na Roma antiga, e que fora oficializada pelo imperador Aureliano em 274 d. C. A finalidade da festa era homenagear o Deus Sol Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol Invicto), considerado a primeira divindade do império romano e festejar o início do solstício de inverno.

Com o triunfo do Cristianismo, séculos depois, a data foi utilizada pela igreja de Roma para comemorar o nascimento do Cristo (que, efetivamente, não ocorreu em 25 de dezembro), considerado, desde então, como o verdadeiro “sol” de justiça. Com o passar do tempo, hábitos e costumes de diferentes culturas foram incorporados ao Natal, impregnando o de simbolismo: a árvore natalina, por exemplo, é contribuição alemã, instituída no século XVI, com o intuito de reverenciar a vida, sobretudo no que diz respeito aos pinheiros, que conservam a folhagem verde no inverno; o presépio foi ideia de Francisco de Assis, no século XIII. As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos com que no passado se adornavam o carvalho, precursor da atual árvore de Natal.

Antes de serem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram enfeites comuns nas árvores, como um sinal de purificação, e as chamas acesas no dia 25 de dezembro são uma referência ao Cristo, entendido como a luz do mundo. A estrela que se coloca no topo da árvore é para recordar a que surgiu em Belém por ocasião do nascimento de Jesus. Os cartões de Natal apareceram pela primeira vez na Inglaterra, em meados do século XIX.
Os espíritas veem o Natal sob outra ótica, que vai além da troca de presentes e a realização do banquete natalino, atividades típicas do dia. Já compreendem a importância de renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício.
Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam no em espírito. A despeito do relevante significado que envolve o nascimento e a vida do Cristo e sua mensagem evangélica, sabemos que muitos representantes da cristandade agem como cristãos sem o Cristo, porque vivenciam um Cristianismo de aparência.

Neste sentido, afirmava o Espírito Olavo Bilac que "ser cristão é ser luz ao mundo amargo e aflito, pelo dom de servir à Humanidade inteira". Chegará a época, contudo,em que Jesus, o guia e modelo da Humanidade terrestre, será reverenciado em espírito e verdade; Ele deixará de ser visto como uma personalidade mítica, distante do homem comum; ou mero símbolo religioso que mais se assemelha a uma peça de museu, esquecida em um canto qualquer, empoeirada pelo tempo. Não podemos, contudo, perder a esperança. Tudo tem seu tempo para acontecer.

No momento preciso, quando se operar a devida renovação espiritual da Humanidade, indivíduos e coletividades compreenderão que [...] Jesus representa o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus nos oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei [...].

Distanciado dos simbolismos e dos rituais religiosos, o espírita consciente procura festejar o Natal todos os dias, expressando-se com fraternidade e amor ao próximo. Admite, igualmente, que [...] a Doutrina Espírita nos reconduz ao Evangelho em sua primitiva simplicidade, porquanto somente assim compreenderemos, ante a imensa evolução científica do homem terrestre, que o Cristo é o sol moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã.

Perante as alegrias das comemorações do Natal, destacamos três lições ensinadas pelos orientadores espirituais, entre tantas outras. Primeira, o significado da Manjedoura, como assinala Emmanuel: As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.

A Manjedoura foi o Caminho. A exemplificação era a Verdade. O Calvário constituía a Vida. Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida. Segunda, a inadiável (e urgente) necessidade de nos aproximarmos mais do Cristo, de forma que o seu Evangelho se reflita, efetivamente, em nossos pensamentos, palavras e atos. Para a nossa paz de espírito não é mais conveniente sermos cristãos ou espíritas “faz de conta”.[...]

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a Luz para lumiar as nações. Não chegou impondo normas ou pensamento religioso. Não interpelou governantes e governados sobre processos políticos. Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens. Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida. Fez luz no Espírito eterno.

Embora tivesse o ministério endereçado aos povos do mundo, não marcou a sua presença com expressões coletivas de poder, quais exército e sacerdócio, armamentos e tribunais. Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo. Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal ao Bem Infinito. Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha? Que espécie de claridade acendes no caminho? Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento. Se procuras o Mestre divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam o arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar? Por último, é muito importante aprendermos a ser gratos a Jesus pelas inúmeras bençãos que Ele nos concede cotidianamente, em nome do Pai, como a família, os amigos, a profissão honesta, a vivência espírita etc., sabendo compartilhá-las com o próximo, como aconselha Meimei: Recolhes as melodias do Natal, guardando o pensamento revestido  pela ternura de harmoniosa canção...

Percebes que o Céu te chama a partilhar os júbilos da exaltação do Senhor nas sombras do mundo. [...] Louva as doações divinas que te felicitam a existência, mas não te esqueças de que o Natal é o Céu que se reparte com a Terra, pelo eterno amor que se derramou das estrelas. Agradece o dom inefável da paz que volta, de novo, enriquecendo-te a vida, mas divide a própria felicidade, realizando, em nome do Senhor, a alegria de alguém!...
 
Referências: 1. DUTRA, Haroldo D. O novo testamento. (Tradutor). Brasília: EDICEI, 2. VIEIRA, Waldo. Conduta espírita. Pelo Espírito André Luiz 3. XAVIER, Francisco C. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. 4. KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: 5. ______. ______. Comentário de Kardec àq. 625. 6. XAVIER, Francisco C. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 21. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. Jesus e atualidade, p. 296. 7. ______. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed. Rio de JaneirO 8. LUCAS, 2:32. 9. XAVIER, Francisco C. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6. ed.Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 4.